Um pequeno caderno sujo, residente noturno dum bar.
10 anos depois, regresso digitalmente no encalço dessa memória.
Ultimamente tenho pensado em novos territórios e paisagens da imaginação sem qualquer vestígio de presença humana.
O vestígio é o olhar da mente espalhada sobre montanhas, vales e planícies.
Metamorfose de texturas e lixo silêncioso. O olhar é a luz que anima o território inerte.
Sobre este mesmo pedaço de território mudo, derramei linhas, caligrafia misturada em álcool e cinza. Antes de eu ser eu, quando ainda placas tectónicas deslizavam sobre a crosta dum corpo em construção. Ainda caçadora recolectora de um futuro profundamente mergulhado no presente dessa noite escura.
Espeleóloga noctivaga,
Regresso ao bar da minha infância e a música ainda me é familiar. Paredes cor de sangue, pedra mármore baça, amaciada pelo sêbo dos antebraços e cerveja seca. Nave espacial límbica. Martelo pneumático invisível.
Sem comentários:
Enviar um comentário